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Por Elas e com Elas: incentivar também é proteger

O Movimento Incentive nasceu com um propósito claro: direcionar o poder do incentivo para gerar impacto social estruturado. O primeiro passo desse compromisso começou de dentro, com uma pauta que exige responsabilidade, dados e posicionamento. “Por Elas e com Elas” é a primeira causa do movimento. E essa escolha...

5 minutos de leitura
Publicado em: 16 de março de 2026 Atualizado em: 16 de março de 2026

O Movimento Incentive nasceu com um propósito claro: direcionar o poder do incentivo para gerar impacto social estruturado. O primeiro passo desse compromisso começou de dentro, com uma pauta que exige responsabilidade, dados e posicionamento.

“Por Elas e com Elas” é a primeira causa do movimento. E essa escolha não é simbólica. É necessidade.

Violência contra a mulher no Brasil: os números que exigem ação

No Brasil, a violência de gênero continua em níveis alarmantes. Em 2025, o país atingiu um recorde histórico de feminicídios, com 1.518 mulheres assassinadas por razões de gênero, uma média de quatro mortes por dia. Esse é o maior número registrado desde que essa forma de crime passou a ser monitorada de forma sistemática, e representa um problema social persistente que exige atenção contínua e ações concretas.

Além dos feminicídios, o Mapa Nacional da Violência de Gênero aponta que, só no 1º semestre de 2025, foram contabilizados 718 casos de feminicídio no Brasil, reforçando a urgência do enfrentamento dessa violência.

Assédio sexual no ambiente corporativo: uma realidade concreta

A violência não fica restrita ao ambiente doméstico. Nos últimos anos, o Brasil tem visto um aumento significativo das denúncias de assédio no trabalho, um comportamento que afeta diretamente a vida profissional e emocional de mulheres e homens.

Segundo pesquisa recente, 17% dos trabalhadores brasileiros afirmaram ter sofrido ou presenciado assédio no ambiente profissional em 2025. Desses, 72% relataram assédio moral e 28% assédio sexual, o que revela que situações de constrangimento, humilhação e abuso ainda persistem no cotidiano corporativo.

Os dados judiciais reforçam esse cenário: em 2025, o Tribunal Superior do Trabalho registrou 12.813 novos processos por assédio sexual, um crescimento de 40% em comparação ao ano anterior, enquanto os casos relacionados a assédio moral atingiram cerca de 142.828 novos processos, alta de 22%.

Esses números apontam não apenas para a persistência do problema, mas também para um movimento de maior conscientização e busca por reparação, ainda que muitas situações continuem subnotificadas.

O papel da empresa: prevenção e apoio real

Empresas têm responsabilidade em dois níveis: prevenir e apoiar.

Prevenir significa ter políticas claras, código de conduta estruturado, treinamentos periódicos e canais de denúncia acessíveis e seguros. Significa deixar explícito que comportamentos abusivos não serão tolerados.

Apoiar vai além.

Quando uma colaboradora relata assédio ou violência, a empresa precisa oferecer escuta qualificada, confidencialidade, orientação sobre canais formais e, sempre que possível, suporte psicológico e jurídico. Também pode avaliar medidas internas de proteção, como mudança de equipe, ajuste de rotina ou afastamento do agressor, quando aplicável.

Acolhimento não é informalidade, é procedimento estruturado com sensibilidade.

O Movimento Incentive parte dessa compreensão: incentivar também é criar ambientes onde mulheres se sintam seguras para falar e amparadas quando precisam.

A conscientização como ponto de partida

O “Por Elas e com Elas” começou internamente porque entendemos que impacto consistente começa na cultura.

Realizamos um encontro com as colaboradoras para tratar da importância da denúncia e do fortalecimento das redes de apoio. Reforçamos informações sobre canais oficiais, como o Ligue 180, que funciona 24 horas por dia e recebe denúncias de violência contra a mulher em todo o país.

Falamos sobre responsabilidade coletiva e sobre como o silêncio perpetua ciclos de abuso.

Criar espaço para diálogo é uma decisão estratégica. Ambientes seguros não se constroem apenas com normas, mas com informação e clareza de posicionamento.

Preparação também é cuidado

Além da conversa de conscientização, promovemos uma aula prática de defesa pessoal de Krav Maga com o professor Paulo Veneri, Faixa Preta Segundo Dan.

A proposta não foi incentivar confronto, mas fortalecer percepção de risco, autoconfiança e postura preventiva. A atividade trouxe técnicas básicas de proteção e reforçou que prevenção e denúncia são as principais ferramentas de enfrentamento à violência.

Paulo, professor com mais de 20 anos de experiência na prática e no ensino do Krav Maga, ressalta que a defesa pessoal vai muito além da força física. Segundo ele, o principal objetivo é preparar as pessoas para reconhecer situações de risco, reagir de forma rápida quando necessário e, principalmente, evitar que a violência aconteça.

Durante a aula, ele apresentou exercícios simples de reação e explicou que, em muitos casos, pequenas atitudes podem fazer diferença em momentos de ameaça. Para ele, a consciência situacional, a postura corporal e a tomada de decisão rápida são elementos fundamentais para aumentar as chances de proteção.

Paulo também reforçou que o treinamento não deve ser visto como um estímulo ao confronto, mas como uma ferramenta de prevenção e segurança. “A ideia é que cada pessoa desenvolva mais confiança para identificar riscos, buscar ajuda e agir com mais preparo em situações inesperadas” afirmou.

A atividade trouxe um olhar prático para um tema que muitas vezes fica apenas no campo da teoria. Ao combinar informação, diálogo e preparação, a iniciativa reforçou uma mensagem importante: conhecimento, rede de apoio e preparo caminham juntos quando o objetivo é proteger vidas.

Confira abaixo como foi a ação:

Incentivar é proteger

“Por Elas e com Elas” não foi uma ação isolada de março. Foi o marco inicial do Movimento Incentive.

A violência contra a mulher é um problema estrutural, com dados que mostram sua gravidade ano após ano. Empresas não estão à margem dessa realidade. Elas fazem parte da rede que pode contribuir para prevenção, acolhimento e transformação.

Incentivar, nesse contexto, significa direcionar recursos, atenção e estratégia para fortalecer ambientes mais seguros.

Esse foi o primeiro passo e ele começa exatamente onde acreditamos que toda mudança consistente deve começar: dentro de casa.

O Movimento Incentive segue com a convicção de que performance e responsabilidade caminham juntas. Porque quando o incentivo encontra propósito, ele deixa de ser apenas estratégia e passa a gerar impacto real.

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Índice

  • Violência contra a mulher no Brasil: os números que exigem ação
  • Assédio sexual no ambiente corporativo: uma realidade concreta
  • O papel da empresa: prevenção e apoio real
  • A conscientização como ponto de partida
  • Preparação também é cuidado
  • Incentivar é proteger

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